Os Monologos da Vagina

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Os Monologos da Vagina

Comédia concebida e adaptada por Miguel Falabella

Os Monologos da Vagina
Comemorando 13 anos no Brasil com sucesso absoluto de crítica e público, a comédia Os Monólogos da Vagina reestreou em março de 2012 no Teatro Brigadeiro em SP com novo elenco. Em fevereiro de 2013 seguiu para 03 meses de temporada no Rio de Janeiro e agora circula em turnê por várias cidades do Brasil. Produzido em mais de 150 países e traduzido para mais de 50 idiomas o espetáculo tornou-se fenômeno mundial. Depoimentos verídicos de mais de 200 mulheres colhidos pela autora em todo o mundo abordam de maneira extremamente bem humorada, direta e livre de preconceitos uma reflexão sobre a relação da mulher com sua própria sexualidade.
A estreia brasileira desse fenômeno teatral aconteceu em 07 de abril de 2000, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, com incrível sucesso de público e crítica. A genialidade de Miguel Falabella na adaptação e direção do texto o tornou o primeiro diretor no mundo a escalar três atrizes para, ao mesmo tempo, encenarem as narrativas das entrevistas originais colhidas por Eve Ensler. Essa concepção, a pedido da própria autora que esteve presente na estreia brasileira, foi adotada mundialmente em todas as produções e assim permanece até hoje. Os direitos para produção brasileira foram adquiridos em 1998 pelo produtor Cássio L. Reis que assistiu a uma das primeiras performances da peça ainda apresentada pela própria autora Eve Ensler em Nova Iorque. Cássio não teve dúvidas de que estava diante do que viria a ser um grande sucesso.
Com ingressos esgotados em todas as apresentações, o espetáculo transformou-se em fenômeno de público e crítica no Rio de Janeiro e em São Paulo, ganhando 5 prêmios Qualidade Brasil: Melhor Espetáculo (Rio e SP), Melhor Direção (Rio e SP) e Melhor Atriz (Zezé Polessa). O sucesso continuou em turnês pelos maiores teatros de todo o Brasil além de novas temporadas no Rio de Janeiro e São Paulo.
Dez anos mais tarde, depois de assistido por mais de dois milhões de pessoas, houve uma pequena pausa para descanso e reestruturação do espetáculo, que continua com a mesma concepção e direção de Miguel Falabella, mas ganha na montagem de 2012: novos figurinos, mais leveza e modernidade no cenário e a utilização de tecnologia de projeções. E, claro, com um elenco de primeira linha. O retorno a São Paulo aconteceu no dia 30 de março de 2012 no Teatro Brigadeiro com o mesmo produtor Cássio L. Reis, numa realização da Phoenix Produções Artísticas e Actuare Produções Artísticas e Entretenimento.
O espetáculo continua forte, vivo e muito atual, não apenas pela diversão garantida, mas pela verdadeira mensagem contida em cada cena do texto. No momento em que o Brasil, pela primeira vez em sua história, elegeu uma mulher para a Presidência da República, deixemos que as “vaginas” compartilhem novamente seus desejos e anseios, suas ambições e seus sentimentos por todos os palcos do país, semeando, acima de tudo, a possibilidade de um diálogo de mais respeito e igualdade entre homens e mulheres.
Atrizes consagradas, como Zezé Polessa, Cláudia Rodrigues, Cissa Guimarães, Fafy Siqueira, Totia Meirelles, Bia Nunes, Lucia Veríssimo, Tânia Alves, Elizângela, Mara Manzan, Maximiliana Reis e Chris Couto, entre outras, se orgulham de um dia ter tido a oportunidade de encenar, com muito carinho e respeito, os depoimentos reais de todas as mulheres que tornaram essa obra possível. No elenco atual estão Adriana Lessa, Cacau Melo que já havia participado do espetáculo em 2007 e Gabriela Alves Toulier, encenando as mesmas personagens que sua mãe Tânia Alves fez durante 03 anos anteriormente. Uma grande satisfação para ambas.
Muito mais que um espetáculo teatral, Os Monólogos Vagina tornou-se um Movimento Mundial. Segundo Charles Isherwood, do The New York Times, “provavelmente a mais importante obra de teatro político da última década”. Mas como surgiu este fenômeno? A autora Eve Ensler escreveu o primeiro rascunho dos Monólogos em 1996, após entrevistar mais de 200 mulheres de vários países sobre sexo, relacionamentos, violência doméstica, estupro, etc. Essas entrevistas se transformaram numa enorme fonte de pesquisa e informações. Em uma entrevista para o site www.women.com, Eve declarou que sua fascinação por vaginas começou a “crescer numa sociedade violenta”. “O fortalecimento das mulheres na sociedade está diretamente ligado à sua sexualidade”. Ela disse também: “Eu fico indignada com o fato de mulheres serem violentadas e estupradas e com incesto. Todas estas coisas estão profundamente ligadas às nossas vaginas.”
Eve escreveu o texto para “celebrar a vagina”, mas o propósito do espetáculo transformou-se de uma simples performance comemorativa sobre vaginas e feminilidade em um enorme movimento mundial para acabar com a violência contra as mulheres. A primeira temporada do espetáculo foi no teatro HERE Arts Center em Nova Iorque, e o que era para ter sido uma curtíssima temporada transformou-se rapidamente em um fenômeno ganhando extraordinária visibilidade através de uma enorme campanha popular e mídia espontânea. O espetáculo, desde então, tornou-se fenômeno mundial, sendo inclusive apresentado em países Islâmicos, considerados muito fechados para tal contexto, incluindo Egito, Indonésia, Bangladesh, Malásia e Paquistão.
O texto ganhou em Nova Iorque o prêmio “Obie Award”, na categoria Melhor Espetáculo Inédito, e em apresentações beneficentes já teve em seu cast estrelas hollywoodianas, como Jane Fonda, Susan Sarandon, Glenn Close, Melissa Etheridge, Whoopi Goldberg e até Oprah Winfrey.
Os Monólogos da Vagina são depoimentos que Eve Ensler colheu pela vida afora como quem colhe flores, sem se importar com cor, forma ou perfume, apresentando esse arranjo múltiplo, ora como jornalista, ora como dramaturga, arrancando as mordaças das mulheres que habitam nosso planeta. De início, a proposta de mergulhar neste universo e resgatar a liberdade e dignidade da expressão feminina me encantou, porque gosto de mulheres e sua interiorização, de sua vida secreta, de suas formas que sangram e se dilatam e nutrem toda a vida. Esta peça é um resgate, um afago e um carinho para todas as mulheres e homens que se respeitam e tentam trilhar os difíceis caminhos de um grupo social injusto e desumano.
No país das bundas expostas nas bancas de revistas como carnes penduradas ao sol, as vaginas vão falar. Ao público, peço a delicadeza de escutar o seu discurso.

Sobre Eve Ensler
Autora
Escritora e ativista americana é autora da peça Os Monólogos da Vagina, que já foi traduzida para 50 idiomas e produzida em mais de 150 países. Em 2004, Eve estrelou na Broadway em THE GOOD BODY, também de sua autoria. Em 2006, lançou sua mais importante publicação, o livro INSECURE AT LAST, uma memória política. No mesmo ano, coeditou A MEMORY, A MONOLOGUE, A RANT AND A PRAYER, uma antologia de textos sobre violência contra as mulheres. Seu mais recente lançamento, I AM AN EMOTIONAL CREATURE: THE SECRET LIFE OF GIRLS AROUND THE WORLD, em fevereiro de 2010, entrou para a lista de best sellers do The New York Times. Dentre as peças de Eve estão: THE TREATMENT, NECESSARY TARGETS, CONVICTION, LEMONADE, THE DEPOT, FLOATING RHODA AND THE GLUE MAN and EXTRAORDINARY MEASURES.
Eve produziu o filme WHAT I WANT MY WORDS TO DO TO YOU, um documentário sobre um grupo de estudo de mulheres conduzido por ela desde 1998 no Presídio de Reabilitação Feminina Bedford Hills. O filme foi lançado em cadeia nacional pelo canal PBS em dezembro de 2003. Eve escreveu inúmeros artigos para Glamour Magazine, The Guardian, Marie Claire, Huffington Post, Washington Post, Utne Reader, e assina regularmente uma coluna na O Magazine, de Oprah Winfrey. Dentre as várias conquistas, destacam-se um prêmio da Fundação Guggenheim e um “Obie Award”, um dos mais importantes prêmios de teatro de Nova Iorque. Em novembro de 2009, Eve foi eleita uma das “Melhores Líderes” pela US News & World Report’s, em conjunto com o Centro para Liderança Pública da Harvard Kennedy School, e, em 2010, ela entrou para o ranking das “125 Mulheres Que Mudaram Nosso Mundo”, segundo a Good Housekeeping Magazine.
Inspirada por Os Monólogos da Vagina, Eve criou o “V-DAY”, um movimento feminista global para acabar com a violência contra as mulheres e jovens meninas, incluindo estupro, agressão física, incesto, mutilação genital feminina, exploração sexual, etc. O “V-DAY” existe por uma única razão, a de acabar com a violência contra as mulheres.
Em 2001, o “V-DAY” foi eleito pela Worth Magazine uma das “100 Melhores Instituições Beneficentes”, e, em 2010, reconhecido como uma das Mais Respeitadas Organizações Sem Fins Lucrativos do mundo. Em doze anos, o movimento do “V-DAY” já arrecadou mais de 80 milhões de dólares e atingiu mais de 300 milhões de pessoas no mundo.
Outra nova iniciativa é a recém-inaugurada e seguramente inovadora CITY OF JOY, em Bukavu, no sudoeste da República do Congo, uma comunidade revolucionária onde mulheres sobreviventes de estupro podem se recuperar de seus traumas e aprenderem a ser exemplos de sucesso para outras. Uma ativista dinâmica e criativa que atraiu para sua causa Jane Fonda, Oprah Winfrey, Susan Sarandon, Whoopi Goldberg, Glenn Close e tantas outras mulheres pelo mundo, uma mulher cuja integridade e devoção é naturalmente notada. Eve Ensler é uma mulher excepcional e inspiradora. Ninguém consegue resistir ao seu discurso.
Os Monologos da Vagina
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Os Monologos da Vagina
Ficha Técnica

Texto: EVE ENSLER
Concepção Original e Adaptação: MIGUEL FALABELLA
Direção de elenco: IMARA REIS & LENA ROQUE
Elenco: ADRIANA LESSA, CACAU MELO e GABRIELA ALVES TOULIER
Visagismo: ANDERSON BUENO
Cenário 2012: CÁSSIO L. REIS
Trilha composta: RICARDO SEVERO
Figurinos: ANDERSON BUENO e MILTON FUCCI JÚNIOR
Montagem de vídeo: FABIO LIMA
Assistentes de Produção: THIAGO TORRES e PAULO MAISATTO
Uma produção de CÁSSIO L. REIS
Realização: PHOENIX PRODUÇÕES ARTÍSTICAS e ACTUARE PRODUÇÕES ARTÍSTICAS E
ENTRETENIMENTO LTDA.
Os Monologos da Vagina